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DOR LOMBAR E TERAPIAS MULTIMENSIONAIS CENTRADAS NO PACIENTE

  • Foto do escritor: Coluna em Movimento
    Coluna em Movimento
  • 4 de jul. de 2021
  • 1 min de leitura

Por um longo período foi sustentada uma crença de que a dor lombar era um distúrbio puramente físico, proveniente de uma lesão estrutural no corpo do indivíduo. Por esse motivo, durante muito tempo a fisioterapia, a terapia manual, a enfermagem, a educação física e a medicina buscaram uma técnica, músculo, injeção ou cirurgia “mágica” que resolvesse as queixas relacionadas à dor lombar crônica não específica. Porém, essa abordagem de tratamento reducionista não é suficiente para esses pacientes.


Estudos atuais indicam que a dor lombar possui natureza multidimensional complexa e seu surgimento está atrelado a uma combinação de vários fatores físicos comportamentais, de estilo de vida, neurofisiológicos, psicológicos/cognitivos e sociais. Quando associados, fatores psicológicos como medo, angústia e catastrofização da dor podem desenvolver grande incapacidade no paciente, mostrando a influência da mente sobre o corpo e vice-versa. Entretanto, é provável que cada indivíduo irá sofrer uma influência diferente dos fatores acima citados.


Atualmente, o tratamento para a dor lombar crônica deve ser composto por abordagens comportamentais multidimensionais centradas no paciente, objetivando o cuidado integral do indivíduo. A terapia cognitiva funcional, por exemplo, foca sua ação em modificar os comportamentos mal adaptativos, estilo de vida, dor e movimentos do paciente. Além desta, outras terapias comportamentais como meditação e mindfulness demonstraram resultados positivos para sintomas dolorosos complexos e incapacitantes.


Como já foi citado acima, um único tratamento não é efetivo para solucionar todas as queixas relacionadas à dor lombar. Portanto, ao procurar tratamento, opte por uma equipe multiprofissional que seja capaz de comtemplar as várias dimensões da sua dor.


REFERÊNCIAS:

O’Sullivan P. It's time for change with the management of non-specific chronic low back pain. Br J Sports Med. 2012;46(4):224-28.

 
 
 

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